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domingo, 3 de junho de 2018

A ARTE OCUPACIONAL DE MÁRIO NOVAIS


Ligiane Ciola
MARINGÁ – O amor pela arte, o comerciante Mário Novais, maringaense de origem mineira herdou da mãe, uma costureira capaz de realizar proezas com retalhos de tecidos.  

De tanto observar o trabalho da mãe ele acabou por absorver o dom de transformar objetos que perderam suas funções, em obras de arte que ele classifica como “arte ocupacional”, onde reciclar é a palavra de ordem.  Uma pistola de cola quente que não funciona mais, une-se a pedaços de arames dando vida a um galo. 




“Esse galo ainda não está concluído”, diz Mário, e pergunta: “Você acha que se parece com um galo?” Nós dizemos que sim, e lhe perguntamos como foi que ele desenvolveu esse dom. “Conheci minha esposa na Igreja Adventista. Ela ajudava no departamento de evangelização infantil e para ficar perto dela, passei a ajuda-la, construindo maquetes e outros trabalhos que ajudavam a ilustrar as histórias para as crianças. Foi assim que eu aprimorei o meu conhecimento e comecei a incluir vários materiais na criação das minhas obras”.
Embalagens, jornais, papelão, latas, botões, parafusos, pregos, cortadores de unhas, brinquedos, telefones, pilhas, enfim, tudo o que não serve mais, vira presa do Mário, que sustenta a ideia de que “as transformações podem fazer um mundo melhor”, e explica que “a arte pode transformar vidas assim como transformar materiais”.
Não parece mas esse boneco fazendo ginastica foi feito com exemplares de O FATO MANDACARU. Uma glória para um jornal.  

Quem ouve Mário explicar como se faz uma obra como essa, pensa que é tudo fácil. Basta juntar um monte de cacarecos e sair colando uns nos outros, mas não é bem assim. Suas obras, são personagens, possuem identidade, derivam de episódios de sua vida e observa-las, nos faz perceber se quisermos, que estão em movimento. São animados.  


O homem amigo da terra, foi o nome que um grupo de estudantes deu um robô que o artista produziu usando um pouco de tudo. 


O laboratório de Mario Novais fica em sua loja na estação rodoviária de Maringá. O artista raramente vende seus objetos mas fica muito feliz quando as pessoas param para observa-los.

“Eu tenho como objetivo trabalhar com um clube de serviços, e aí sim, passaremos a vender as obras. O dinheiro que arrecadaremos será destinado a um grupo de jovens carentes. Outra coisa que eu quero fazer, é passar esse conhecimento para frente, ensinar jovens a trabalhar com a arte”

MÁRIO NOVAIS 
Facebook – ARTES PLÁSTICA DURACEL