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sábado, 6 de outubro de 2018

CORPO A CORPO MARCA ÚLTIMO DIA DE CAMPANHA ELEITORAL EM MARINGÁ




O último dia de campanha das eleições 2018, foi marcado pelo corpo a corpo na Cidade Canção.  A redação de O FATO MARINGÁ acompanhou as ações de campanha durante toda a manhã e pudemos perceber as diferenças de estratégias que cada candidato adotou. 



 O forte calor que se abateu sobre Maringá nesta manhã de sábado foi um ingrediente a mais, que colocou à prova candidatos e correligionários. Era visível o cansaço de alguns deles.

Vários candidatos e até o Prefeito Ulisses Maia foram para o centro para tentar convencer os eleitores sobre o destino de seus votos.   

A maioria escolheu a avenida Brasil para concentrar esforços, afinal, hoje é o primeiro sábado do mês e o comércio no centro, permanece aberto até as 18 horas.   



OS MAIA

 O prefeito Ulisses Maia, acompanhou seu irmão Ricardo Maia, candidato a Deputado Estadual em praticamente todos as lojas da Avenida Brasil partindo da Avenida Duque de Caxias até a Avenida São Paulo. Um carro de som tocava em modo incessante o jingle que acompanha Ricardo desde sua campanha para vereador na década de 90. 
Ulisses conversou com populares, entrou nas lojas, ouviu os comerciantes e aproveitou para sanar dúvidas dos cidadãos sobre sua atuação na prefeitura. Ricardo Maia estava visivelmente cansado, o que é compreensível, afinal, o fato que a campanha tenha durado muito menos tempo que nas eleições precedentes, acaba obrigando os candidatos a assumirem mais compromissos em um só dia para poder obter êxito positivo, pelo menos no que diz respeito ao contato com os eleitores.

OS VERRI

 O deputado federal e candidato a reeleição Enio Verri e seu irmão, o vereador Mario Verri, também candidato a deputado, só que estadual,  caminharam pela Brasil acompanhados pelo presidente do PT,  o vereador Carlos Mariucci.
 

QUINTEIRO


Wilson Quinteiro, candidato a deputado estadual, também compareceu ao centro, mas adotou a técnica do desfile sobre uma caminhonete, coisa que obviamente o distanciou um pouco do contato com os eleitores, mas cada um sabe o que faz, não é mesmo?

OS BARROS 







 As ausências mais sentidas foram as da família Barros. No centro de Maringá, os únicos rastos deixados por Cida, Ricardo e Maria Victoria, foram as bandeiras nas mãos dos muitos cabos eleitorais.

OS CABOS ELEITORAIS - Um show à parte



Centenas de cabos eleitorais se posicionaram nas esquinas do centro da cidade e lotaram os canteiros centrais, ocupando gramados, ciclovias e todo espaço livre que fosse legal permanecer. Houve até quem se colocasse em pé sobre a estrutura de concreto que apoia o poste dos semáforos no meio da avenida. 




Mas o que prevalece entre eles é a solidariedade. É notório que quase todos estão ali, só porque precisam levar dinheiro para casa, e eles, tem consciência disso, por isso se ajudam.

Quando perguntamos se irão votar no candidato para o qual estão trabalhando, a resposta é quase sempre positiva, já a linguagem do corpo, nem sempre. 



Nos aproximamos de uma senhora que segurava três bandeiras, uma de Ratinho, outra de um deputado do PT e ainda uma de outro partido. Perguntamos a ela como era possível isso, e ela tranquilamente nos disse: “Temos que ficar muito tempo em pé, está muito calor, então a gente segura para que os outros possam ir ao banheiro”.





Outra ausência neste último dia de campanha em Maringá, foi a total falta de empenho dos partidos a favor de seus candidatos à presidência da república.  

DE VERDE E AMARELO
Somente ao meio dia é que apareceram os simpatizantes do candidato da extrema direita Jair Bolsonaro.

Eles vieram vestidos de verde e amarelo e aparentemente não havia uma liderança certa. Não eram muitos mas também não eram poucos, eram cerca de cem pessoas no máximo. Gritavam a todo momento o nome de seu candidato e também pediam legalidade, mas não cederam à tentação de ocupar a Avenida Brasil dando vida a uma passeata não autorizada, que atrapalhou o tráfego. A polícia militar e a Guarda Municipal se limitaram a observar a manifestação que durou cerca de meia hora e que aos poucos foi se esvaziando. 

AS ELEIÇÕES


A campanha prossegue até as 22 horas de hoje, depois toda atividade será considerada crime eleitoral. Amanhã, as sessões eleitorais abrirão as 8 da manhã em todo o país e o eleitor poderá votar até as 17 horas.