O último dia de campanha das eleições 2018, foi marcado pelo
corpo a corpo na Cidade Canção. A redação de O FATO MARINGÁ acompanhou as ações de campanha
durante toda a manhã e pudemos perceber as diferenças de estratégias que cada
candidato adotou.
O forte calor que se abateu sobre Maringá nesta
manhã de sábado foi um ingrediente a mais, que colocou à prova candidatos e correligionários.
Era visível o cansaço de alguns deles.
Vários candidatos e até o Prefeito Ulisses Maia foram para o
centro para tentar convencer os eleitores sobre o destino de seus votos.
A maioria escolheu a avenida Brasil para concentrar
esforços, afinal, hoje é o primeiro sábado do mês e o comércio no centro,
permanece aberto até as 18 horas.
OS MAIA
O prefeito Ulisses Maia, acompanhou seu irmão Ricardo Maia, candidato
a Deputado Estadual em praticamente todos as lojas da Avenida Brasil partindo da
Avenida Duque de Caxias até a Avenida São Paulo. Um carro de som tocava em modo
incessante o jingle que acompanha Ricardo desde sua campanha para vereador na
década de 90. 
Ulisses conversou com populares, entrou nas lojas, ouviu os comerciantes e aproveitou para sanar dúvidas dos cidadãos sobre sua atuação na prefeitura. Ricardo Maia estava visivelmente cansado, o que é compreensível, afinal, o fato que a campanha tenha durado muito menos tempo que nas eleições precedentes, acaba obrigando os candidatos a assumirem mais compromissos em um só dia para poder obter êxito positivo, pelo menos no que diz respeito ao contato com os eleitores.

Ulisses conversou com populares, entrou nas lojas, ouviu os comerciantes e aproveitou para sanar dúvidas dos cidadãos sobre sua atuação na prefeitura. Ricardo Maia estava visivelmente cansado, o que é compreensível, afinal, o fato que a campanha tenha durado muito menos tempo que nas eleições precedentes, acaba obrigando os candidatos a assumirem mais compromissos em um só dia para poder obter êxito positivo, pelo menos no que diz respeito ao contato com os eleitores.
OS VERRI
QUINTEIRO
Wilson Quinteiro, candidato a deputado estadual, também compareceu ao centro, mas adotou a
técnica do desfile sobre uma caminhonete, coisa que obviamente o distanciou um
pouco do contato com os eleitores, mas cada um sabe o que faz, não é mesmo?
OS BARROS
As ausências mais sentidas
foram as da família Barros. No centro de Maringá, os únicos rastos
deixados por Cida, Ricardo e Maria Victoria, foram as bandeiras nas mãos dos
muitos cabos eleitorais.
OS CABOS ELEITORAIS - Um show à parte
Centenas de cabos eleitorais se posicionaram nas esquinas do
centro da cidade e lotaram os canteiros centrais, ocupando gramados, ciclovias
e todo espaço livre que fosse legal permanecer. Houve até quem se colocasse em
pé sobre a estrutura de concreto que apoia o poste dos semáforos no meio da
avenida.
Mas o que prevalece entre eles é a solidariedade. É notório
que quase todos estão ali, só porque precisam levar dinheiro para casa, e eles,
tem consciência disso, por isso se ajudam.
Quando perguntamos se irão votar no candidato para o qual
estão trabalhando, a resposta é quase sempre positiva, já a linguagem do corpo,
nem sempre.
Nos aproximamos de uma senhora que segurava três bandeiras,
uma de Ratinho, outra de um deputado do PT e ainda uma de outro partido.
Perguntamos a ela como era possível isso, e ela tranquilamente nos disse: “Temos que ficar muito tempo em pé, está
muito calor, então a gente segura para que os outros possam ir ao banheiro”.
Outra ausência neste último dia de campanha em Maringá, foi
a total falta de empenho dos partidos a favor de seus candidatos à presidência da
república.
DE VERDE E AMARELO
Somente ao meio dia é que
apareceram os simpatizantes do candidato da extrema direita Jair Bolsonaro.
Eles vieram vestidos de verde e amarelo e aparentemente não
havia uma liderança certa. Não eram muitos mas também não eram poucos, eram cerca
de cem pessoas no máximo. Gritavam a todo momento o nome de seu candidato e
também pediam legalidade, mas não cederam à tentação de ocupar a Avenida Brasil
dando vida a uma passeata não autorizada, que atrapalhou o tráfego. A polícia
militar e a Guarda Municipal se limitaram a observar a manifestação que durou
cerca de meia hora e que aos poucos foi se esvaziando.
AS ELEIÇÕES
A campanha prossegue até as 22 horas de hoje, depois toda
atividade será considerada crime eleitoral. Amanhã, as sessões eleitorais abrirão
as 8 da manhã em todo o país e o eleitor poderá votar até as 17 horas.













