![]() |
| foto: ligiane ciola |
Para dizer a
verdade, não recorda nada que Arnaldo tenha feito anteriormente, nem com os
Tribalistas e muito menos em sua carreira solo.
Unir o rock com o samba não é para qualquer um e quem tentou fazer isso no passado não obteve êxito positivo. Antunes conseguiu imobilizar a plateia, que aos poucos foi entrando no jogo e percebendo que o que era samba virou rock, e que o que era rock, virou samba, tudo sem perder a ternura ou cometer sacrilégios. Que tal um rock de Noel Rosa? No show do Arnaldo tem, e faz com que “A razão dá-se a quem tem”, ressurja como nunca ouvida antes.
Desavisados ficam a esperar O PULSO, enquanto ele, eclético e à vontade diante de um mundaréu de gente vidrada, passa a um samba inusitado, que vê o Exagerado de Cazuza ressuscitar cheio de beleza e harmonia. É o cantor que dita o ritmo e impede a galera de reconduzir o exagero da calma à originalidade do rock, e tudo isso é muito mágico.
A lua cheia estava lá e a temperatura da noite era perfeita. A Mosca na sopa de Raul todo mundo canta, porque todo mundo sabe, mas a batida do samba deixaria alegremente perplexo até o homem do disco voador. De repente, ele se senta na beira do palco e o povão vai a loucura, começam a escrever recados, pedidos e tentam toca-lo.
Um garoto dos seus 8 anos sobe nas costas do pai e entrega um bilhete. Arnaldo recolhe, lê e sorri. A escrita é grande e se vê claramente que diz “eu te amo”. Arnaldo sorri, encerra o número, vai até o fundo do palco, toma um pouco de água e retorna com uma canção de ninar. Foi incrível, foram 3 minutos de calmaria em que o público meio distraído dedicou para conversas com os amigos que estão ao lado.
Unir o rock com o samba não é para qualquer um e quem tentou fazer isso no passado não obteve êxito positivo. Antunes conseguiu imobilizar a plateia, que aos poucos foi entrando no jogo e percebendo que o que era samba virou rock, e que o que era rock, virou samba, tudo sem perder a ternura ou cometer sacrilégios. Que tal um rock de Noel Rosa? No show do Arnaldo tem, e faz com que “A razão dá-se a quem tem”, ressurja como nunca ouvida antes.
Desavisados ficam a esperar O PULSO, enquanto ele, eclético e à vontade diante de um mundaréu de gente vidrada, passa a um samba inusitado, que vê o Exagerado de Cazuza ressuscitar cheio de beleza e harmonia. É o cantor que dita o ritmo e impede a galera de reconduzir o exagero da calma à originalidade do rock, e tudo isso é muito mágico.
A lua cheia estava lá e a temperatura da noite era perfeita. A Mosca na sopa de Raul todo mundo canta, porque todo mundo sabe, mas a batida do samba deixaria alegremente perplexo até o homem do disco voador. De repente, ele se senta na beira do palco e o povão vai a loucura, começam a escrever recados, pedidos e tentam toca-lo.
Um garoto dos seus 8 anos sobe nas costas do pai e entrega um bilhete. Arnaldo recolhe, lê e sorri. A escrita é grande e se vê claramente que diz “eu te amo”. Arnaldo sorri, encerra o número, vai até o fundo do palco, toma um pouco de água e retorna com uma canção de ninar. Foi incrível, foram 3 minutos de calmaria em que o público meio distraído dedicou para conversas com os amigos que estão ao lado.
Antes de tentar encerrar o show pela primeira vez, Arnaldo elogiou a FLIM, e disse que a feira reúne tudo aquilo que ele mais ama; a poesia e a música. “Desliguem a tv, ouçam uma boa música e leiam livros”, disse o cantor.
Arnaldo teve que voltar ao palco 3 vezes e só foi embora depois de cantar antigos sucessos dos tempos dos Titãs. Televisão tirou a moçada do chão. A saideira porém foi Envelhecer, do álbum “Ao vivo lá de casa”. O refrão que diz “Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer. Eu quero é viver pra ver qual é, e dizer venha pra o que vai acontecer” é uma mensagem clara para quem se preocupa com as aparências, enquanto o fôlego e a beleza da vida que está dentro escapa pelas mãos. Arnaldo convida todos a fazerem o que gostam se deliciando com os dias que modificam o corpo mas que não podem mudar a natureza de quem sabe ser jovem e não espera a felicidade, a vive.
A FLIM é um momento único de nossa cidade e sua quinta edição é sem dúvida o coroamento de um momento cultural que Maringá está vivendo na administração de Ulisses, que também estava lá, mas como cidadão, sem buscar protagonismo. O incansável secretário de Cultura Miguel Fernando e sua valorosa equipe coordena neste momento 4 grandes eventos. O natal da Maringá Encantada, o Festival Hip Hop, a Semana Afro e a FLIM, tudo gratuito.
Tudo isso com um grupo de 80 colaboradores. Nunca essa cidade teve tanta oferta de cultura gratuita como hoje. Quem passou pela Feira Literária Internacional do Livro e participou do show de Antunes, pode não ter percebido, mas tudo isso é feito para que nós que somos cidade, aglomeração de pessoas e não de coisas possamos estar juntos.
Mesmo depois
de uma hora e meia de show, se Arnaldo não decidisse que era hora de parar,
estaríamos todos lá até agora. A música boa como a de Antunes, faz milagres.


