Por - José Carlos Leonel
MARINGÁ - Após a apresentação do livro em Maringá, O FATO
MANDACARU quis saber mais sobre esse jovem jornalista italiano que entrevistou
e escreveu o novo livro de Papa Francisco. Para encontra-lo usamos o
instrumento que aparentemente teria sido criticado pelo Papa. Aparentemente
sim, porque na verdade ao falar de FACEBOOK, Francisco critica as pessoas que
não sabem fazer uso dessa tecnologia e acabam tentando resolver tudo através
dela.
Uma rápida pesquisa entre os nomes de usuários nos
conduziu ao perfil de THOMAS LEONCINI. Com uma mensagem privada escrita em
italiano, pedimos a ele se nos concederia a honra de uma entrevista. 5 minutos
depois Thomas nos responde surpreso e disponível:
Thomas Leoncini: (Ciao
Carlos, con molto piacere e grazie per avermi scritto... mandami pure quando
vuoi le domande e rispondo ... ti abbraccio forte) – Oi Carlos, com muito
prazer e obrigado por ter escrito. Me mande as perguntas quando quiser que
respondo.
José
Carlos Leonel – Foi assim, com bom uso da tecnologia que
perguntamos a Thomaz: Como foi que um jovem jornalista como você teve a chance
de escrever um livro do Papa?
Thomas
Leoncini – “Eu e o Papa Francisco nos encontramos pela primeira
vez para conversarmos sobre o livro que escrevi junto com o grande Zygmunt
Bauman. O encontro deveria ter durado 15 minutos mas durou ‘Uma Hora e Meia”. Nasceu
uma sintonia, o Papa ficou marcar outro encontro e quando se despediu me disse:
“Refletirei sobre nosso encontro e te chamarei daqui uns dias. Dias depois meu
telefone toca e quase não acreditei... Era ele, o Papa havia me telefonado. Já
no telefone Francisco disse que pensa muito aos “milennials” (geração dos
nascidos a década de 80 e ano 2000 - e que cresceu tendo mais acesso às
tecnologias da comunicação). Depois dessa conversa telefônica aconteceram
várias outras até que o Papa decidiu que era hora de escrever um livro. Foi
assim que passamos a nos encontrar a SANTA MARTA e que face a face escrevemos
DIO È GIOVANE ... Deus é Jovem”.
José
Carlos Leonel - Deus é jovem? Mas os jovens são os mais
excluídos da existência serena neste mundo. Como o Papa enfrenta o tema?
Thomas
Leoncini: “Um dos pontos mais importantes do livro do Papa
Francisco é o convite ao diálogo, sobretudo o diálogo entre as diversidades.
Construindo muros não se obtém nada de diferente de guerras e ódio, construindo
pontes passamos por momentos difíceis na fase de construção mas garantimos
benefícios para o futuro. E ele fala de um futuro que chega rápido e que muda
tudo. Respondendo a sua pergunta digo que o Papa declara que “os jovens são as
primeiras vítimas da sociedade, são descartados e estão sempre enfrentando
novos inícios que não levarão jamais a conclusões lógicas. O Papa porém diz que
a união dos jovens com a outra parte dos descartados ou seja, os idosos, a
sociedade poderá renascer. Temos necessidade que a maturidade memorizada pelos
idosos doe raízes de coragem aos jovens. Será a indispensável força dos jovens
a mudar a sociedade”.


