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sábado, 15 de setembro de 2018

OPERAÇÃO INTEGRADA ENCONTROU 63 GALOS SUPOSTAMENTE TREINADOS PARA RINHA

A Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema), com apoio da Polícia Ambiental e Guarda Municipal, contatou, na manhã desta sexta, 14, maus tratos de 14 animais, abrigo irregular de 63 galos e suposto treinamento para rinha. A denúncia foi feita pela Ouvidoria Municipal (156) sobre uma chácara do Jardim Alvorada.


 A operação encontrou 63 animais divididos entre as 97 baias, algumas pequenas, fechadas e sem acesso à luz do sol. Destes galos, 14 foram identificados em condições de maus tratos, o que gerou multa de R$ 28 mil aos responsáveis pelos animais. O proprietário que cede o local também será autuado por comercialização e construção irregular.
 
A veterinária da Sema analisou a condição dos animais e três foram levados à secretaria para exames mais específicos. Os animais permaneceram na chácara, mas deverão ser realocados das baias irregulares e acompanhados, frequentemente, pelas equipes da Sema. Foram feitas orientações aos responsáveis. A operação foi filmada e várias fotos foram tiradas para análise posterior. Será gerado um relatório com informações e posição das aves.
 
Durante a fiscalização, foram recolhidos remédios aplicados com seringa, prática indevida pela ausência de profissional para realizar o procedimento. Além disso, alguns dos medicamentos estavam com data vencida. As denúncias também serão encaminhadas ao Ministério Público para apuração.
 
Justificativas
 O proprietário do local alegou que o espaço é cedido, gratuitamente, para o responsável e disse que os animais são criados para rinha no Paraguai. O responsável pelos animais negou a situação e explicou que os bichos são para exposição, muitas vezes, no Paraguai. O tratador dos galos afirmou que as aves são para comercialização. Segundo ele, o preço varia de acordo com o peso.
 
A rinha de galo é proibida em todo território nacional por lei. O município também proíbe a criação de animais em ambientes urbanos, caso alguém se incomode com a criação. Para comercializar, também é preciso licença do município.
(assessoria de comunicação - Prefeitura de Maringá)