A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, faz
o alerta para o risco de transmissão da leptospirose, doença
infecciosa transmitida ao indivíduo pela urina de roedores, principalmente em
períodos chuvosos. Quem entra em contato com
água em lugares desaconselháveis como
lagoas, rios, fundos de vale, cachoeirinhas, terrenos baldios ou
lama, deve se preocupar com algumas doenças, principalmente a
leptospirose. Neste ano, Maringá já registrou quatro casos suspeitos de
leptospirose. No ano passado, dos 16 suspeitos, um caso foi confirmado. Em
2017, 24 casos foram registrados como suspeitos. Desses, quatro confirmados.
A doença é causada por uma bactéria chamada ‘Leptospira’, presente
na urina de ratos e outros animais (bois, porcos, cavalos, cabras, ovelhas e
cães também podem adoecer e, eventualmente, transmitir a leptospirose ao
homem). A transmissão ocorre pelo contato com água e solo
contaminados, devido a presente urina dos bichos em esgotos
e bueiros. Porém, a leptospirose é considerável uma doença
curável, principalmente em diagnóstico precoce.
“É importante que a população evite o contato com água ou lama de
enchentes e impedir que crianças e jovens nadem ou brinquem nessas águas. Os
casos devem ser tratados nas Unidades Básicas de Saúde, mas em casos graves há
a necessidade de internação”, ressalta a gerente de Epidemiologia do município,
Jussara Titato.
Os principais sintomas são febre, dor de cabeça e dores pelo corpo,
principalmente nas panturrilhas, vômitos, diarreia e tosse. Quando a infecção é
grave, geralmente a pele e olhos ficam amarelados, e ocorre sangramento e
alterações urinárias. Como os sintomas são comuns a outras doenças, o
diagnóstico é feito após exame de sangue. Um alerta para atenção maior em casos
de leptospirose já foi emitido para todas Unidades Básicas de Saúde pública e
particular do município.



