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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

BRASILEIROS PERDEM RICARDO BOECHAT. O FATO CHORA EM SILÊNCIO

 "Nele, a gente podia acreditar" - J.C.Leonel_Ligiane Ciola  (foto bandnewsfm)

Por José Carlos Leonel e Ligiane Ciola
Que Paulada Brasil. Nele a gente podia acreditar, não só porque estava entre os mais influentes, informados e compromissados com a verdade, mas também porque estava longe de  

 certo jeito de conduzir a informação que se vê por aí nos ditos veículos que contam, que vivem a manipular nossa gente.
O vazio que produz a perda de Boechat é tão grande que com certeza, clamam os meninos do Flamengo, clamam os mortos de Brumadinho, clamam também os de Mariana, enfim clamam todos os vivos que ainda acreditam, que o importante é pôr tudo em discussão, em modo aberto, sem medo de errar, e se desculpando quando acontece.

BRUMADINHO
Era para ser mais um dia normal, intenso e cheio cobranças sem meias palavras aos responsáveis pelos desastres criminosos que se abateram sobre o país nos últimos dias e também nos últimos anos, mas quis o destino que fosse também uma tragédia a tirá-lo de cena. Essa manhã, em seu Programa na Rádio Band News mais uma vez Boechat falou dos mortos de Brumadinho e de como essa coisa de dizer que até agora os mortos confirmados são 165 e que 170 ou 
aquilo que é, continuam sendo chamados de desaparecidos. 


“São mortos não encontrados”, disse Boechat, que continuou, “muitos jamais serão encontrados, mas são vítimas da negligência, a culpa não pode cair sobre o Vaticano, sobre a República da Bersarabia; A culpa está no campo da Vale, no campo da fiscalização, no campo do legislativo, e a cumplicidade por isso está no judiciário, que de Mariana para cá pouco fez para dar efetividade às punições, às sanções que poderiam ter feito de Mariana, um exemplo não para a Vale, protagonista das duas tragédias, mas para as mineradoras de maneira geral.”

MENINOS DO FLAMENGO
“O Flamengo mantinha uma instalação não vistoriada pela autoridade que lida com as questões de prevenção de incêndio, e ainda assim funcionava como milhões de outras instalações no país.
O que temos que colocar em cima da mesa, diante de nós mesmos como sociedade, é se queremos continuar lidando com essas tragédias, pranteando-as no início e esquecendo-as logo depois, como já está acontecendo com Brumadinho” 

Morreu em uma tragédia, e se estivesse vivo, talvez diria que era preciso investigar direitinho tudo sobre as condições dessa aeronave. Sabemos que nem sempre as tragédias são causadas por negligência e esperamos que pelo menos nesse caso, não seja essa a causa.  Seria duro, mais que demais 

Até logo Boechat