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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

MARINGÁ CORRE RISCO DE EPIDEMIA DE DENGUE. “Existe risco de epidemia. Não temos a circulação viral, mas se começarmos a ter casos de pessoas com Dengue, esse vírus poderá circular e como temos muitas larvas, teremos mais mosquitos infectados e maiores chances de Dengue”, diz Jair Biatto.


"Falta conscientização da população mas temos que responsabilizar a todos”, diz Jair Biatto. 


Os resultados do primeiro Levantamento Rápido do Índice de infestação por Aedes aegypti (LIRA) de 2018 em Maringá, apontam para um grave risco de epidemia de dengue na cidade.



Os dados foram apresentados hoje à tarde (12) pelo Secretário Municipal de Saúde, Jair Biatto durante um encontro que reuniu agentes comunitários de saúde e de endemias, no auditório Hélio Moreira.

De acordo com o levantamento realizado entre os dias 21 e 25 do mês passado, a média do índice geral de infestação por Aedes Aegypti subiu de 3.1 de novembro de 2018 para 4.2 nessa edição. Tal média, é superior à considerada “estado de alerta”, que é de 3,9.

“Não existem áreas na cidade e distritos (Floriano e Iguatemi) com percentual de baixo risco. Se não mudarmos, vamos assumir um risco grave com os números e presença das larvas, que tem sido cada vez mais alarmante”, disse Biatto.

 As estratégias da Secretária de Saúde para tentar controlar a expansão da proliferação do mosquito, incluem a mudança de método de apresentação do levantamento, que deixa de ser “em extratos”, e passa a ser por Unidades Básicas de Saúde - UBS, que ao todo somam 34 no município, e a intensificação da integração das equipes de agentes comunitários de saúde às de endemias que começou a funcionar em 2018, visando maior mobilização contra a proliferação e o combate aos focos de larvas do mosquito.



De acordo com o Secretário de Saúde, os mais de 600 servidores que compõem o grupo de agentes de endemia e de saúde, terão funções em comum durante as visitas e também funções distintas. “Eles estarão na mesma área, visitarão as mesmas casas, mas observarão coisas diferentes”, explicou o Secretário.

As regiões centrais da cidades, área que de acordo com o Secretário apresentam menor risco de contaminação, receberão menos visitas dos agentes, liberando-os para que façam mais visitas na periferia.

A partir da próxima semana, agentes do setor de controle de endemias, da Vigilância Sanitária em Saúde e agentes comunitários iniciarão ação de conscientização e notificação dos focos e criadouros do mosquito na cidade e distritos. Faixas com os mapas de proliferação do mosquito também devem ser colocados nas portas de entradas de cada UBSs. Informativos de alerta e prevenção serão entregues nas residências.



De agosto de 2018 até hoje, foram notificados 475 casos suspeitos e diagnosticados 5 casos de Dengue em Maringá. Entre as pessoas contaminadas, apenas uma contraiu a doença fora do município.




   
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