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sábado, 1 de setembro de 2018

ULISSES MAIA - FRENTE A FRENTE COM “O FATO”



 
PREFEITURA   X    TCCC
O FATO MARINGÁ – O caso TCCC que culminou com a abertura da CPI do transporte público, exprime vontade política de mudar o sistema de gestão da TCCC ou substitui-la?   Existem propostas atrativas e mais eficazes da parte de outros sujeitos privados ou mesmo de sua administração?



ULISSES MAIA – O que acontece no transporte coletivo, é que Maringá é uma cidade grande, com mais de 430 mil habitantes e 320 mil veículos circulando, então o trânsito acaba ficando insustentável apesar de muitos investimentos que nós estamos fazendo; por isso, tem que ter um transporte coletivo eficiente, com mais qualidade e com preço razoável. O que acontece em Maringá é que nós estamos enfrentando a empresa desde que nós assumimos, exigindo que ela faça melhorias, algumas aconteceram. É preciso melhorar a qualidade do transporte e melhorar o preço para que as pessoas se sintam estimuladas a usar o transporte público, e aí sim, você melhora o trânsito. Estamos fazendo esses enfrentamentos com a TCCC. Quando a empresa pediu reajuste para R$4,30, nós não aceitamos. Não tem a mínima lógica, não autorizamos em hipótese nenhuma pois na nossa avaliação, R$3,90 já é caro. A TCCC fez uma informação para a prefeitura, afirmando que estava em dificuldades financeiras, que estava devendo a bancos e tendo prejuízo de 600 mil reais por mês, o que nos fez entender que ela não tem saúde financeira para continuar a execução do contrato. O contrato foi assinado em 2010 e prevê uma duração de 20 anos prorrogáveis por outros 20, na prática são 40 anos de concessão à TCCC por isso  notificamos e estamos no processo para analisar a situação da empresa para eventualmente romper o contrato e fazer uma nova licitação 


O FATO MARINGÁ – E sobre a CPI?

ULISSES MAIA – Paralelamente a isso, a Câmara abriu a CPI. Que bom que a Câmara abriu. A gente entende a importância dessa CPI e vamos trabalhar juntos. Os elementos que a Comissão Parlamentar de inquérito levantar, vão ser usados por nós nesse processo contra a TCCC.

PREFEITURA  X   SANEPAR
O FATO MARINGÁ - A Sanepar conseguiu derrubar com uma liminar o decreto que o senhor prefeito assinou, autorizando o acerto de contas e a retomada dos serviços. E agora?

ULISSES MAIA – Na realidade é uma liminar, uma decisão provisória que a Sanepar conseguiu no tribunal de justiça mas nós já recorremos, e acredito que essa decisão vai ser revogada. A realidade que existe é que em 2010 venceu o contrato entre a prefeitura e a Sanepar. Esse contrato foi firmado em 1980. Até aquele ano, a água e o esgoto eram gerenciados pela autarquia pública, pela Codemar, agora a SANEPAR tem que devolver o serviço ao município, fim da história.




GUARDA MUNICIPAL

O FATO MARINGÁ - O Secretário Padilha nos disse em entrevista que a prefeitura pretende enviar à câmara, um projeto de lei complementar sobre o estatuto da guarda municipal que prevê entre outras coisas, plano de carreira, de cargos, ouvidoria, corregedoria. Isso tudo precisará de um orçamento especifico ou não é assim?  A secretaria extraordinária de segurança pública possui um orçamento? 


ULISSES MAIA – O orçamento da Guarda Municipal já quando nós assumimos a prefeitura, estava incluso no orçamento do gabinete do prefeito. Agora para armar a Guarda é necessário aprovar a lei complementar na Câmara e isso inclui a criação de plano de carreira, corregedoria e tudo mais, e aí sim teremos um orçamento especifico para isso.


O FATO MARINGÁ – O senhor já sabe qual será o valor do orçamento para a Guarda Municipal?

ULISSES MAIA – Não sabemos mas em breve teremos os números.


ABERTURA DOS GRANDES SUPERMERCADOS 
AOS DOMINGOS E FERIADOS
O FATO MARINGÁ -- Como o senhor se posiciona em relação a abertura das grandes distribuições aos domingos e feriados? 


ULISSES MAIA – Me posiciono como me posicionei desde o início dessa discussão. Não é algo que deve ser estabelecido pelo executivo e nem pelo legislativo; será o judiciário a estabelecer o que é justo, e nós como poder público vamos acatar.

OBRAS DO CONTORNO SUL
O FATO MARINGÁ - “Esse problema existe há 30 anos. Nós conseguimos viabilizar junto com os vereadores 13 milhões de reais e vamos fazer uma ‘reforma boa’ e já, neste contorno sul. Primeiro Precisamos fazer a licitação. Daqui três meses começaremos a reforma.”Essa frase é sua prefeito, o senhor disse isso no dia 21 de março lá no Cidade Alta, em ocasião do PREFEITURA NO BAIRRO, mas já se passaram 5 meses e nada de licitação e nem de obra.


ULISSES MAIA –  Sim, mas nós estamos dentro dos prazos. Veja, são muitas empresas que querem participar dessa licitação e normalmente uma abertura de licitação demora no mínimo três meses mas pode demorar até seis meses.

O FATO MARINGÁ - E sobre o anteprojeto do contorno sul que contempla a inclusão de viadutos, galerias, em resumo, aquele mais completo, não seria oportuno esperar e usar esses 13 milhões nessa obra?

ULISSES MAIA – Absolutamente não. Com esses 13,4 milhões conseguiremos melhorar e muito o asfalto do contorno sul e isso vai melhorar muito o tráfego e diminuir o risco de acidentes. Sobre o anteprojeto, temos problemas com o DENIT mas já estamos resolvendo tudo. Essa obra é que inclui a construção de pistas duplas, acostamentos, 7 viadutos, galerias de águas, drenagem, em resumo: tudo aquilo que o atual não tem. “É uma obra muito cara, custará 240 milhões de reais.